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O QUE FAZER PARA AUMENTAR A CHANCE DE ENGRAVIDAR NATURALMENTE?

O QUE FAZER PARA AUMENTAR A CHANCE DE ENGRAVIDAR NATURALMENTE?

Por Dr. Ivan Montenegro

Recentemente, um artigo de uma importante revista americana da área de medicina reprodutiva, publicou recomendações e sugestões para otimizar a chance de conseguir uma gestação por métodos naturais em casais que sem evidências de infertilidade. É um documento interessante, com dicas e recomendações práticas acerca da fertilidade em homens e mulheres e reúne as principais evidencias e recomendações de especialistas para os casais que desejam aumentar a chance de engravidar naturalmente.

Para facilitar o entendimento vou dividir as dicas tópicos e vou apresenta-las ao longo da semana:

IDADE E FERTILIDADE

A Fertilidade declina com a idade tanto nas mulheres como nos homens, mas os efeitos da idade na fertilidade são mais acentuados na mulher. Para as mulheres a chance de concepção diminui significativamente após os 35 anos de idade. Nos homens, apesar dos parâmetros seminais piorarem após os 35 anos, a fertilidade masculina parece não ser afetada antes dos 50 anos.

FREQUÊNCIA DE RELAÇÕES SEXUAIS

As informações surgidas nesta última década possibilitaram definir, pelo menos na teoria, uma frequência “adequada” de relações sexuais. Sabemos que abstinência maior que 5 dias pode afetar a contagem espermática e intervalos menores que 2 dias estão associados com concentração espermática normal. Ainda, um estudo, do ano de 2005, em homens com espermograma normal, não demonstrou piora na qualidade dos parâmetros seminais, mesmo com ejaculações diárias. Esse mesmo estudo, relata a melhora da concentração e da motilidade em homens que apresentam espermograma com alterações, desde que aconteça uma ejaculação diariamente. Por outro lado, a abstinência por mais de 10 dias pode deteriorar os parâmetros seminais avaliados por espermograma.

Apresar dessas evidencias sugerirem que a relação sexual diária pode conferir uma “vantagem” em termos reprodutivos, essa recomendação pode gerar um stress desnecessário nos casais que estão tentando engravidar.

Sabe-se que casais tentando engravidar que matem relações sexuais diariamente, tem maiores chances de engravidar (aproximadamente 37% por ciclo), mas essa diferença não foi significativa quando comparada com casais que mantinham relações sexuais a cada 2 dias (aproximadamente 33% por ciclo). Ao contrario, casais que mantem relações sexuais apenas uma vez por semanas, apresentam uma queda importante na chance de engravidar (aproximadamente 15%).

Também sabemos que os espermatozoides sobrevivem, em média, 48 horas dentro do trato genital feminino e que, por analogia, se o casal mantiver relações sexuais de acordo com esse período, sempre haverá espermatozoides vivos e “disponíveis” para fertilizar um óvulo no momento em que ocorrer a ovulação.

Então, a orientação que deve ser dada quanto a frequência das relações sexuais, é de que a eficiência reprodutiva aumenta quando as relações sexuais ocorrem a cada 1 ou 2 dias, mas a frequência ótima deve ser estabelecida de acordo com o contexto e a preferencia do casal.

O PERÍODO FÉRTIL

Em estudos realizados que avaliaram a chance de ocorrência de gestação, os resultados mostraram uma maior chance de gravidez quando a relação sexual aconteceu no intervalo de até 3 dias antes da ovulação, com um pico (maior chance) de ocorrência quando essa relação acontece no intervalo de até 2 dias antes da ovulação.

A partir desses conhecimentos, definimos o período fértil como o intervalo de 6 dias que antecedem a ovulação, terminando no dia em que ela ocorre. Pelo menos na teoria, a viabilidade, tanto dos espermatozoides como dos óvulos, são maiores nesse período e a probabilidade de ocorrência de gestação é maior quando as relações sexuais são mais frequentes nesse período. Como consequência a chance de concepção pode ser maximizada aumentando a frequência de relações sexuais nesse período.

MONITORAÇÃO DA OVULAÇÃO

Menos de 50% das mulheres percebem o período fértil monitorando as mudanças perceptíveis no muco cervical, na libido, na dor e no humor.

Embora não haja evidências substanciais de que o monitoramento por estes métodos aumenta a fecundabilidade (que é a chance de gestação a cada mês), uma percepção comum é que o momento da relação sexual é crucial e, portanto, deve ser determinado pela aplicação de alguma forma de tecnologia. Essa percepção contribuiu muito para a popularidade de vários métodos para determinar ou prever o tempo da ovulação.

A avaliação do muco cervical fornece um índice barato e discreto de quando a ovulação pode ser esperada. A probabilidade estimada de concepção, em relação às características das secreções cervical / vaginal, é mostrada na Figura 4. A probabilidade é maior quando o muco é escorregadio e claro (19), mas esse muco não é, de modo algum, um pré-requisito para a gravidez ocorrer . O volume de muco cervical aumenta com as concentrações plasmáticas de estrogênio nos 5 a 6 dias anteriores à ovulação e atinge seu pico dentro de 2 a 3 dias de ovulação (20). Um estudo de coorte retroespectivo envolvendo 1.681 ciclos observou que as taxas de gravidez foram mais altas (aproximadamente 38%) quando o caso ocorreu no dia do pico de muco (dia ” 0 ”) e sensivelmente menor (aproximadamente 15% a 20%) no dia anterior ou posterior ao pico (21). Um estudo prospectivo, incluindo 2.832 ciclos, observou que as alterações nas características do muco cervical se correlacionam estreitamente com a temperatura do corpo basal e prevêem o tempo de pico de fertilidade mais precisamente do que um calendário masculino (22).

Os dispositivos de detecção de ovulação, incluindo kits para monitorizar a excreção de hormônio luteinizante urinário (LH) e monitores eletrónicos, são amplamente promovidos como ferramentas que podem ajudar os casais a determinar seu “tempo fértil” (23). Há algumas evidências que sugerem que os kits de detecção de LH podem subestimar a janela fértil (24). Embora numerosos estudos tenham validado a precisão dos métodos para detectar o aumento médio da LH do meio do ciclo (25-27), a ovulação pode ocorrer em qualquer momento dentro dos 2 dias seguintes (27, 28), e os resultados dos testes falsos positivos ocorrem em aproximadamente 7% dos ciclos (29). Embora o monitoramento urinário de LH possa ajudar a reduzir o tempo de concepção em casais que tenham relações sexuais infrequentes por escolha ou circunstância, um grande estudo descobriu que as alterações no muco cervical durante o intervalo fértil prevêem as probabilidades diárias de concepção, bem como ou melhor que a temperatura do corpo basal ou monitoração urinária do LH (30).

HÁBITOS SEXUAIS

Embora muitas mulheres pensem que se manter deitada com a barriga para cima por um período de tempo após a relação sexual facilita o transporte de espermatozoides e evita o vazamento de sêmen da vagina, a crença não tem fundamento científico. Os espermatozoides que são depositados no colo do útero são encontrados nas trompas dentro de 15 minutos. Além disso, os espermatozoides atravessam as trompas e são encontrados na cavidade abdominal. Não existe evidência de que a posição durante e após a relação sexual afete a fecundabilidade.

Os espermatozoides são encontrados no interior do colo do útero segundos após a ejaculação e embora o orgasmo feminino possa promover o transporte dos espermatozoides, não há relação entre o orgasmo feminino e a fertilidade. Também não há nenhuma evidência de relação entre a posição durante a relação sexual e o gênero (sexo) do bebê, portanto essa crença e é um mito e deve ser desfeita.

Alguns lubrificantes a base de água podem diminuir a fertilidade a partir dos efeitos observados em testes de laboratório, nos quais houve diminuição importante da mobilidade e da velocidade dos espermatozoides em 1 hora (diminuição entre 60 e 100%). Este mesmo efeito não foi observado nos testes com óleo mineral, óleo de canola e lubrificantes a base de hidroxietilcelulose. Apesar desses lubrificantes afetarem negativamente os parâmetros seminais, seu uso não afetou a fecudabilidade, comprovando que o impacto do uso desses materiais não foi importante na chance de engravidar. Nesse sentido, considerando os efeitos dos lubrificantes in-vitro (em testes de laboratório), parece prudente recomendar o uso de lubrificantes como óleo mineral, de canola ou a base de hidroxietilcelulose, quando necessário.

DIETA E ESTILO DE VIDA

Sabidamente as taxas de fertilidade são diminuídas em mulheres que são muito magras ou obesas, entretanto, os efeitos dos diferentes tipos de dieta sobre a fertilidade nas mulheres que ovulam regularmente são poucos conhecidos.

Se considerarmos que um estilo de vida saudável pode ajudar a melhorar a fertilidade para as mulheres com disfunção ovulatória, existem poucas evidências de que as variações da dieta, como dietas vegetarianas, dietas com baixo teor de gordura, dietas com baixo teor de carboidratos, dietas a base de proteínas, dietas vitamínicas, antioxidantes, entre outras, melhorem a fertilidade.

De relevante, sabemos que os níveis elevados de mercúrio no sangue, decorrente do consumo em excesso de frutos do mar foram associados à infertilidade. Ainda, devemos aconselhar as mulheres que estão tentando engravidar a tomar um suplemento de ácido fólico (pelo menos 400 mcg por dia) para reduzir o risco de defeitos de fechamento do tubo neural (sistema nervoso central).

TABAGISMO

O tabagismo possui efeitos adversos substanciais sobre a fertilidade. As mulheres fumantes são mais propensas a serem inférteis do que as não fumantes. Essa afirmação pode ser justificada a partir da observação de que a menopausa ocorre, em média, 1 a 4 anos antes nas mulheres que fumam do que nas mulheres não fumantes, sugerindo que o tabagismo acelera a taxa de apoptose (morte) folicular (dos óvulos). O tabagismo também está associado a um risco aumentado de aborto espontâneo, tanto nas gestações naturalmente concebidas como nas que resultam de tecnologias de reprodução assistida.

O hábito de fumar, nos homens, provoca a diminuição da concentração (quantidade global), da motilidade (capacidade dos espermatozoides de se movimentar em direção ao óvulo) e provoca anormalidades na morfologia dos espermatozoides. Consequentemente pode contribuir para a diminuição da capacidade reprodutiva dos homens tabagistas.

CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Pesquisas científicas observaram que o risco de infertilidade aumenta entre as mulheres que consomem 2 ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia. Por este motivo, deve-se evitar o consumo de níveis mais altos de álcool (mais de 2 doses de bebida por dia ou bebidas com mais de 10 g de etanol) no momento em que está tentando engravidar

CONSUMO DE CAFEÍNA

O consumo de grande quantidade de cafeína (500 mg ou mais de 5 xícaras de café por dia ou seu equivalente) estão associados à diminuição da fertilidade nas mulheres.

Durante a gravidez, o consumo de cafeína acima de 200 a 300 mg por dia (equivalente a 2-3 xícaras por dia) pode aumentar o risco de aborto, mas não afeta o risco de anomalias congênitas. Ou seja, em geral, o consumo moderado de cafeína (1 a 2 xícaras de café por dia ou equivalente), antes ou durante a gravidez, não tem efeitos adversos aparentes na fertilidade ou nos resultados da gravidez.

Nos homens, o consumo de cafeína não tem efeito sobre os parâmetros espermáticos.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

  • Os efeitos da maconha e outras drogas recreativas são difíceis de determinar porque seu uso é ilegal. No entanto, o consumo de drogas geralmente deve ser desencorajado tanto para homens como para mulheres, particularmente porque elas têm efeitos prejudiciais bem documentados sobre o desenvolvimento do feto. Um estudo científico comprovou que a prevalência de infertilidade é maior nas mulheres que relataram usar maconha.
  • O banho de sauna não diminui a fertilidade feminina e é seguro durante a gravidez não complicada. Para os homens, existe a crença de que a exposição exagerada dos testículos ao calor pode prejudicar a fertilidade, entretanto, essa orientação para evitar, controlar ou diminuir a exposição dos testículos a fontes de calor não pode ser comprovada cientificamente.
  • A exposição a poluentes ambientais e tóxicos é reconhecida como uma potencial causa de redução da fertilidade.
  • A fecundabilidade pode estar diminuída em mulheres expostas a certas toxinas e solventes, como as utilizadas nas lavagens a seco e nas indústrias impressão.
  • Homens expostos a metais pesados podem apresentar anormalidades nos parâmetros seminais.
  • A exposição a pesticidas deve ser uma preocupação para os trabalhadores agrícolas. Em uma recente revisão de estudos científicos, os trabalhadores rurais (homens e mulheres) apresentaram diminuição da fertilidade.
  • A exposição ao chumbo e a microondas industriais deve ser evitada ou minimizada.
  • O uso de medicamentos, tanto os prescritos quanto os de venda livre, deve ser cuidadosamente controlado e parcimonioso.

RESUMO

  • O “período fértil” abrange o intervalo de 6 dias que termina no dia da ovulação e pode ser identificado através das modificações do volume e da viscosidade do muco cervical.
  • Aumentar a frequência de relações sexuais ( a cada 1 a 2 dias) durante o período fértil aumenta as taxas de gravidez, entretanto, os resultados alcançados com relações sexuais menos frequentes (2 a 3 vezes por semana) são quase equivalentes.
  • O momento ou a posição específica durante e após a relação sexual não têm impacto significativo na fertilidade.
  • Os dispositivos projetados para determinar ou prever a ovulação podem ser úteis para casais que têm relações sexuais infrequentes.
  • O consumo moderado de bebidas alcoólicas (1 a 2 doses por dia) ou consumo moderado de cafeína pode ter um efeito adverso sobre a fertilidade.

RECOMENDAÇÕES

  • Para as mulheres com idade superior a 35 anos, a consulta com um especialista em reprodução assistida deve ser considerada após 6 meses de esforços para conceber sem sucesso.
  • Para as mulheres que têm ciclos menstruais regulares, as relações sexuais a cada 1-2 dias que antecedem a janela fértil podem ajudar a maximizar a fecundabilidade.
  • O tabagismo, o consumo de álcool (mais de 2 doses por dia), o uso de drogas recreativas e o uso da maior parte dos lubrificantes vaginais comercialmente disponíveis devem ser desencorajados para aqueles que estão tentando engravidar.
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A Fertilizare nasceu com a proposta de ser um centro de referência em medicina reprodutiva na região Sul Fluminense. Conta com equipe qualificada e tecnologia de última geração para oferecer um leque completo de opções para o tratamento da infertilidade.

3 Comentários
  • Eliane
    25 de março de 2018 at 15:20

    Gostaria de engravidar estou tentando tem dois meses acha que tenho que passar por avaliação medica boa tarde.

    • Ivan Montenegro
      26 de março de 2018 at 07:53

      Olá Eliane,
      Obrigado pela sua pergunta!
      Você deve procurar um especialista, dependendo de sua idade ou se você tiver algum problemas de saúde que possa estar relacionado com dificuldade de engravidar.
      Ou seja, você deve procurar um especialista nos seguintes casos:
      – Pacientes com menos de 35 anos de idade: procurar o especialista se não conseguir engravidar após 1 ano tentando, sem sucesso.
      – Pacientes com mais de 35 anos de idade: procurar o especialista se não conseguir engravidar após 6 meses tentando, sem sucesso.
      – Pacientes com mais de 40 anos de idade: procurar o especialista assim que decidir engravidar.
      – Pacientes, independente da idade, com alguma condição de saúde relacionada com dificuldade para engravidar (exemplo: Síndrome dos ovários policísticos, Endometriose, Alteração do espermograma, Alterações hormonais, Ciclos menstruais irregulares, Alterações no útero): procurar o especialista assim que decidir engravidar.
      Espero que tenha te ajudado.
      Atenciosamente,

  • Jessyca
    1 de julho de 2018 at 17:22

    Olá, boa tarde.
    Tenho 28 anos e estou tentando engravidar. Tem alguma dica natural e caseira que possa ajudar ?

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